20 de fevereiro de 2017

Missa de domingo, bancos vazios……..

Missa de domingo, bancos vazios……..

Chega domingo, final da tarde, expectativa pelo encontro semanal, Deus, família, amigos tudo misturado, muito gostoso. Venho observando que com o passar dos anos os bancos vazios estão aumentando, por ausência tão saudosa de queridos amigos que “se foram antes do combinado” ou por mera, eu diria, “cultura da indiferença”. O Padre Antônio nos alerta há muitos anos desse mal que assola nossa sociedade, a tal “cultura da indiferença” talvez resultado de toneladas de informação que temos a disposição pela internet, ou simplesmente uma preguiça de relacionamentos.

O Papa Francisco, em um de seus primeiros escritos nos alerta também para essa “doença dos tempos modernos”. Louve-se a aproximação que os meios de comunicação e redes sócias coloca a nossa disposição, poder falar com qualquer parte do planeta, ao vivo com imagem acessível a todos foi uma grande conquista da nossa sociedade. Poder usar as redes sociais e saber de amigos e familiares, suas alegrias, suas dificuldades e estar sempre “junto deles” era uma coisa inimaginável a alguma décadas atrás. Reencontro vez por outra amigos que fizeram parte de  minha vida e que o tempo e a distancia acabaram por quase deixar cair no esquecimento, e hoje basta lembrar ou ser lembrado e num clik, lembranças gostosas e queridas de amigos ficam a nossa disposição, espetacular, como diria aquela propaganda “não tem preço”. Mas a presença no presente, do abraço, do olho no olho não tem tecnologia que substitua. Poder conversar, poder colocar a mão no ombro amigo preenche uma das categorias de atributos ao qual o ser humano tem de melhor, relacionamento com outro ser humano. Não fomos criados para sermos sozinhos, ninguém tem o direito de esconder seus talentos, se esconder atrás desta cultura da indiferença assim privando todos e a si mesmo de momentos marcantes e inesquecíveis, por menores que possam parecer.

Assim é nosso encontro dominical, é gostoso ir a missa no Maranata e ver a igreja cheia, sinônimo de muitos abraços gostosos, de matar a saudades de amigos, todos queridos, e quando vou a missa e está vazia fico olhando os bancos e pensando nas pessoas que poderiam estar ali, como faz falta a nossa comunidade, fico imaginando o que terá acontecido, e triste pois perdemos oportunidade do encontro.

Alguns me falam até que estão indo a missa perto de casa, mas como assim? – Nossa casa é no Maranata.

Aceito e entendo, mas se todos nos esforçássemos, e começássemos a ir pelo menos 2 domingos por mês, eu queria todos, mas 2 está bom, voltaríamos e ter nossos bancos cheios, e aquela sensação gostoso do encontro preenchida. Talvez seja uma carência minha, talvez os outros nem sintam como eu, mas vale a lembrança, não cobrança, para ver se não foi  o bichinho da “cultura da indiferença” que te picou, para lembra e ver se não faz falta os abraços, a alegria do reencontro toda vez que estamos juntos. A vacina é simples, se programe no domingo para, mesmo tendo jogo de futebol importante, mesmo cansado, vir nos ver, amigos, vir ver seu melhor Amigo e sua Mãe na nossa sala de visitas deles, nossa capela. Faça uma força e tenho certeza, a alegria vai te contagiar e você nem vai lembrar porque era mesmo que não estava vindo mais, vai vencer a cultura da indiferença, se tornar diferente e aferente de outras pessoas, de carinho mutuo. Só para lembrar, sem cobrar, Jesus espera o nosso melhor , quer o melhor, pede pouco mas oferece muito ………

Até domingo.

Orlando Mendonça Filho.

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